O custo da construção civil no Brasil voltou a subir em maio, embora em ritmo mais moderado do que o observado no mês anterior. Dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,36% no período, acumulando alta de 3,26% no ano e de 6,93% nos últimos 12 meses.
O resultado mensal representa uma desaceleração em relação a abril, quando o índice havia registrado variação de 0,72%. Ainda assim, o acumulado em 12 meses permanece próximo ao patamar observado anteriormente, de 7,01%, indicando que os custos do setor continuam pressionados.
O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.946,09 em abril para R$ 1.953,08 em maio. Desse total, R$ 1.104,59 correspondem aos gastos com materiais de construção e R$ 848,49 à mão de obra.
A principal influência sobre o resultado de maio veio da parcela dos materiais, que registrou alta de 0,53%. Embora o percentual seja inferior ao observado em abril (0,83%), ele permanece em um patamar considerado elevado para os padrões recentes.
Segundo o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, apesar da desaceleração, o resultado continua relevante no contexto da série histórica.
“Mesmo apresentando queda expressiva em maio em relação a abril, de 0,30 ponto percentual, a taxa registrada é a terceira maior desde outubro de 2024, quando registrou 0,79%”, destacou.
Na comparação com maio de 2025, quando a variação foi de 0,51%, houve leve aceleração de 0,02 ponto percentual.
A parcela referente à mão de obra apresentou variação de 0,14% em maio, resultado inferior ao registrado em abril (0,57%). Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o indicador marcou 0,33%, também houve redução.
Apesar da desaceleração recente, a mão de obra continua acumulando altas expressivas no longo prazo. Entre janeiro e maio, a elevação foi de 4,34%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 9,56%, percentual significativamente superior ao registrado pelos materiais, que acumulam 5,01% no mesmo período.
Entre as grandes regiões do país, a Região Sul apresentou a maior variação mensal em maio, com alta de 0,44%. O desempenho foi impulsionado pelos três estados da região, com destaque para o Paraná, que registrou elevação de 0,65%.
As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: Nordeste e Centro-Oeste, ambos com 0,39%; Norte, com 0,33%; e Sudeste, com 0,31%.
No recorte estadual, a Bahia registrou a maior alta do país em maio, com variação de 0,92%, influenciada principalmente pelo aumento nos custos dos materiais de construção.
Embora os números de maio indiquem desaceleração em relação ao mês anterior, os dados reforçam que o setor da construção civil segue convivendo com custos em trajetória de crescimento.
O avanço acumulado tanto dos materiais quanto da mão de obra continua sendo um fator de atenção para empresas, incorporadoras e consumidores, especialmente em um cenário de busca por maior previsibilidade nos investimentos e nos preços do mercado imobiliário.
ICL NOTÍCIAS
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